Tumores de Testículo

O que são?

Os tumores de testículos são tumores raros e ocorrem em 2-3 indivíduos para cada 100 mil homens. Sua maior incidência se encontra nos adultos jovens dos 15 aos 35 anos, que é a fase da maior atividade sexual e início da vida profissional.

 

Como se desenvolve?

Fatores genéticos estão relacionados no desenvolvimento dos tumores de testículo, visto que podem ocorrer casos familiares (entre irmãos, por exemplo).

Traumatismos são freqüentemente citados como possíveis geradores de tumores de testículo. O que se acredita é que o trauma chama a atenção para o testículo tumoral.

O uso de estrógenos pela mãe durante a gravidez pode ocasionar nos filhos uma maior incidência de tumores de testículo, atrofia testicular (testículos pequenos) ou criptorquidia (testículos fora de sua posição habitual).

Diga-se de passagem que pacientes com criptorquidia tem um risco 50 vezes maior de desenvolverem tumor de testículo do que pacientes normais.

 

O que se sente e como se faz o diagnóstico?

Os tumores de testículo podem se apresentar como nódulos indolores ou por aumento do volume do órgão. Alguns pacientes notam o problema pelo aumento de peso do testículo. Essas alterações podem progredir sem a percepção do paciente. Noutras situações - cerca de 10% dos casos- o tumor pode ter uma hemorragia  nterna, gerando um quadro agudo que pode ser confundido com outras inflamações benignas do testículo (por exemplo, orquite). Em 15% dos casos, já existem etástases e os sintomas surgirão conforme a área envolvida como: 

 

* tosse ou dispnéia (pulmão)

* dores nas costas (retroperitôneo)

* edema de membros inferiores (envolvimento da veia cava) e outros

 

Aumento das mamas (ginecomastia) pode também ocorrer em alguns tumores de testículo. Ela ocorre devido ao aumento de produção de estrógenos ou por deficiencia da formação de andrógenos.

No exame físico do paciente, geralmente, palpa-se o nódulo ou o testículo endurecido, indolor.

Outras estruturas do saco escrotal (epidídimo, canal deferente), não estão envolvidas, a não ser em casos mais avançados.

Qualquer quadro agudo envolvendo testículo em pessoas jovens e que não resolver em 7-10 dias de tratamento convencional deve levantar suspeitas quando à presença de tumor. Em 10% dos casos, o paciente apresenta-se com manifestações de doença metastática como dor lombar,dispnéia, vômitos, ginecomastia ou perda de peso.

Após realizado o exame físico, são solicitados exames complementares a fim de confirmar o diagnóstico, tais como: 

 

* alfa fetoproteina e beta-HCG que são marcadores tumorais, isto é, substâncias produzidas pelos tumores e que estão aumentadas na sua presença. 8%dos seminomas produzem beta-HCG enquanto que 0% produzem alfa feto-proteina Os tumores não seminomatosos produzem ambos os marcadores em torno de 60% dos casos.

* ecografia testicular, a qual nos dá idéia do volume e localização do tumor, bem como nos oferece a imagem do outro testículo.

* tomografia abdominal total, a qual pesquisa o retroperitôneo (região localizada atrás da cavidade abdominal) na busca de metástases ganglionares.

* RX de tórax ou tomografia de tórax.

Uma vez confirmada a suspeita clínica, o passo seguinte é a exploração inguinal. Realiza-se uma incisão na região inguinal do paciente e por ela o testículo é tracionado. Um fragmento da lesão (biópsia) é retirado e mandado para o patologista. Se for confirmada a presença de tumor maligno, o testículo é extirpado (orquiectomia).

O testículo é um órgão composto por diferentes tipos de células, as quais podem gerar diferentes tipos de tumores, cada um com um comportamento peculiar, com maior ou menor malignidade.

Os tumores também podem ser compostos por diferentes células. São os tumores mistos.

Não é a finalidade deste artigo dar conhecimento detalhado dos grupos celulares do testículo. Entretanto, esses podem ser divididos em dois grandes grupos: 

 

* tumores seminomatosos e

* não seminomatosos.

 

Tratamento

O conhecimento do componente celular do tumor e a presença ou não de metástases é que orientarão o tratamento futuro.Existem várias formas de tratamento: 

 

* Orquiectomia radical(OR)

* OR+linfadenectomia retroperitoneal (retirada de gânglios do retroperitôneo)

* OR+quimioterapia

* OR+linfadenectomia+quimioterapia

* OR+radioterapia (a radioterapia está indicada nos seminomas)

A escolha do tratamento ideal dependerá da extensão da doença ( estadiamento) e tipo histológico. Existem ainda as preferências de cada urologista que também devem ser consideradas.

 

Qual é o prognóstico?

O prognóstico varia com o tipo celular e com a extensão do tumor.

Nos últimos 25 anos, devido aos marcadores tumorais, aos métodos diagnósticos e à quimioterapia, houve uma melhora significativa na sobrevida dos pacientes, mesmo nos estágios mais avançados da doença.

​2016 por CMJ



 

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